Compositor: Watain
Sem idade, eterno na graça
Eis a serpente da tentação!
Olhos que brilham com sabedoria
Línguas que recitam verdades invertidas
Eu engoli a semente do enforcado
Com a ganância de um necrófago
E permiti que o Diabo entrasse
Com todas as suas forças
E em constante desgraça
Iluminado por sua escuridão inconcebível
Ajoelho-me diante de ti, Pai, entre em mim!
Deixe suas adagas me perfurarem
Com sua graça desenfreada e contaminada
Irá fluir por essas veias famintas
O mais impuro dos sangues, a maior das dores!
O sangue do Diabo
A maldição da libertação
A essência odiosa
Da Sua sagrada revelação
Flui do jardim do Éden
Em glória impura
O sangue do Diabo
Através do labirinto do pentagrama
Para abrir os portões
Onde as deformações se formam
Para desenterrar segredos sobrenaturais e o fogo
Das feridas marcadas
O fluxo de conhecimento agora flui livremente
Na gloriosa luz da estrela de cinco pontas
Escuridão, luz das estrelas nos olhos
O caminho agora é revelado tão claramente
Eu bebo meu próprio sangue
Mas o gosto não é meu
Eu olho para o meu reflexo
Mas ninguém olha de volta
Impulsionado por uma fome sem vida
Eu tenho que satisfazê-la
Gota a gota, maldição a maldição
Até que todos os três cálices estejam cheios
Esta alma não ora pela vitória, mas pela derrota
Este corpo não se ajoelha em vão, mas em sangue
Esses olhos não veem nada, mas a verdade
Estas palavras não são ditas por mim, mas por Mim
O sangue do Diabo
A maldição da libertação
A essência odiosa
Da Sua sagrada revelação
Das línguas serpentinas
Aos três cálices
O sangue do Diabo
Flui através de mim!